2 de março de 2012
Use a bike para transformar seu corpo numa máquina
de queimar gordura.
Numa só
tacada, as pedaladas aliviam o stress, conservam o meio ambiente, poupam
dinheiro e trazem benefícios ao corpo. Comecemos pelas calorias: pedalar queima
de 500 a 800 por hora. Eficiente no metabolismo da gordura, elimina os
pneuzinhos, além de fortalecer e definir os membros inferiores. "Em apenas
dois meses de prática, há um aumento de 25% na força muscular das pernas",
afirma a instrutora de ciclismo indoor Fernanda Cristillo, de São Paulo.
Dependendo do treino, é possível engrossar as pernas - alta carga e ritmo lento
- ou afinálas - baixa carga e ritmo acelerado. Bumbum, barriga e lombar também
são exigidos. Na parte superior do corpo, braços e ombros trabalham em terrenos
acidentados e na academia. Na saúde, a bike melhora a coordenação motora e
previne a osteoporose. "A modalidade também combate doenças crônicas
pulmonares, cardiovasculares e metabólicas, além de diabetes e câncer de mama e
de cólon", afirma o cardiologista José Kawazoe Lazzoli, presidente da
Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Quer mais?
Prepare-se para ganhar uma dose extra de energia. Segundo um estudo da revista
Psychotherapy and Psychosomatics, pedalar aumentou o pique dos voluntários em
20% e diminuiu sua fadiga em 65%. Por quê? "O ciclismo estimula a
liberação do neurotransmissor dopamina, um energizante natural", afirma o
autor da pesquisa, Patrick O'Connor, da Universidade da Geórgia, nos EUA. Quem
está acima do peso tem uma razão extra para aderir à bike: ela é mais gentil
com as articulações do que esportes com maior impacto. "Trata-se de uma
opção intermediária entre a caminhada e a corrida", diz o ortopedista
Ricardo Cury, do Grupo de Cirurgia do Joelho da Faculdade de Medicina da Santa
Casa de São Paulo. "O ciclismo reforça a musculatura dos membros
inferiores e reduz o risco de lesões." Contraindicações apenas para quem
tem problemas na coluna, no joelho ou no tornozelo - nesse caso, procure um
médico. Calcule a sua frequência cardíaca máxima FCM = 189 - (0,56 x idade)
Multiplique o resultado por 0,75 para descobrir a frequência ideal para a
atividade aeróbica. Para contabilizar as rotações por minuto Enquanto estiver
pedalando, conte quantas vezes o seu joelho toca a sua mão por 6 segundos. O
número deve estar entre 6 e 11. Então, multiplique esse valor por 10. Para
baixar o ponteiro da balança, comece pedalando em um ritmo leve, cadenciado e
constante no plano, por pelo menos 30 minutos. Dessa maneira, o corpo funciona
com uma frequência cardíaca mais baixa, utilizando apenas a gordura como
combustível. Quando tiver mais fôlego, alterne terrenos planos com subidas.
Caso não haja ladeiras por perto, use as marchas mais pesadas. "Outra
variante é o vento, que pode dificultar ou facilitar o exercício", diz o
educador físico Fabio Lorencone Schauff , especialista em ciclismo. Quem ainda
não tem fôlego para girar o pedal por meia hora deve iniciar com menos tempo e
aumentar progressivamente - o objetivo é chegar a 1 hora. Uma boa estratégia
para iniciantes é alternar 5 minutos de ritmo intenso com 5 minutos de ritmo
leve, treino campeão na queima de calorias. Ja é condicionada? Adicione subidas
ao percurso, intercaladas com trechos no plano para aumentar a capacidade
cardiorrespiratória e tonificar pernas e bumbum. Entre quatro paredes Se pedalar
na rua é assustador, escolha a prática indoor. "Em termos de treinamento,
o ciclismo indoor e o outdoor não são tão diferentes", afirma Flavia
Lunezo, professora de spinning, de São Paulo. Seguras, as aulas em academia -
em bicicletas estacionárias, com música, ar condicionado, telões e luzes
estroboscópicas - são interessantes para quem gosta de atividades dinâmicas.
"Em quatro paredes não é preciso fazer paradas em cruzamentos, que
prejudicam a continuidade do exercício", compara Fernanda Cristillo. O
ciclismo indoor também é bacana para iniciantes que não sabem se equilibrar na
magrela. Afinal, na classe há mais controle sobre as variáveis. Antes de
pedalar, ajuste o banco da maneira correta: suba na bike e verifique se os pés
tocam o solo. A altura ideal é aquela que apenas permite encostar a ponta dos
dedos no chão. Outra maneira de verificar a posição é sentar-se na magrela e
apoiar o calcanhar no pedal que está mais baixo. Os joelhos devem ficar
semiflexionados. Posicionar o banco de maneira inadequada é perigoso. Se
estiver muito alto, os quadris são prejudicados. Caso esteja muito baixo, são
os joelhos que correm risco. Na rua, preste atenção no trânsito. "Nada de
disputar espaço com os carros", alerta Ricardo Cury. Se não houver uma
ciclovia disponível, vá para a rua, corrigindo a trajetória sem fazer
movimentos bruscos. Mantenha os dedos no freio e olhe sempre para onde deseja
ir. "Usar uma roupa clara e colorida também é recomendável, em epecial
após o pôr do sol", acrescenta Silvia Viana Rodrigues, vicecoordenadora do
Saia na Noite, grupo de mulheres que pedala pelas ruas de São Paulo. Viu só?
Não é porque você não pode trocar as quatro rodas por duas sempre - seja por
trabalhar longe, recear chegar suada ao escritório, seja por ter medo de acidentes
- que precisa deixar a bike enferrujar. Você pode se reunir com um grupo de
pedal uma vez por semana ou subir na magrela para buscar pão na padaria. Quando
começar a sentir os benefícios do exercício, vai querer mais e mais.
Fonte: abril.com.b