10/04/2012
14h30
Nanotubos de carbono detectam alterações químicas no corpo.
Peças podem estar no mercado em três ou quatro anos, segundo autores.
Peças podem estar no mercado em três ou quatro anos, segundo autores.
Pesquisadores
espanhóis desenvolveram um tecido inteligente que diagnostica o estado de saúde
da pessoa que o veste graças a uma tintura de nanotubos de carbono que
transforma a peça de roupa em um condutor elétrico capaz de detectar substâncias
químicas.
O pesquisador
Francisco Andrade, do grupo de pesquisa da Universidade Rovira i Virgili (URV)
de Tarragona, no nordeste da Espanha, dirige este projeto que transforma as
fibras têxteis em detectores de substâncias químicas que fornecem dados sobre o
estado de saúde, com aplicações também para fins esportivos.
O tecido
banhado em uma tintura de nanotubos de carbono detecta as substâncias químicas
presentes nos fluidos corporais, como suor e urina, e as transforma em sinais
elétricos enviados para um computador ou qualquer dispositivo móvel inteligente
para que sejam interpretados por um médico ou pelo próprio usuário.
Em um prazo de
entre três e quatro anos, segundo os pesquisadores, poderão ser encontradas no
mercado peças de roupa interativas que, metaforicamente, passam a comportar-se
como um neurônio, resumiu Andrade.
O método é
'rápido, simples e econômico' e os pesquisadores demonstraram que podem
'determinar muitos tipos de íons e também o pH de uma forma simples e rápida',
e por isso a roupa tratada assim 'pode detectar propriedades de nosso corpo sem
nos darmos conta' mediante um sistema nada invasivo, explicou o pesquisador.
Por enquanto,
os sensores na roupa foram testados em um manequim e se observou que podem
detectar de forma direta a composição do suor artificial.
Os
pesquisadores confiam que estes tecidos inteligentes sejam muito úteis para
controlar, por exemplo, a cicatrização de uma ferida ou diagnosticar em seguida
doenças como o diabetes e a fibrose cística.
A roupa
inteligente também tem finalidades esportivas, já que a composição do suor está
relacionada com o estado metabólico do atleta.
O grupo de
pesquisa desenvolve também sensores de creatinina que poderão agir como uma
'fralda inteligente' que meça componentes da urina e sensores de trombina para
detectar sangramentos e outras biomoléculas
Fonte: G1.com
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